13 de nov. de 2012

Semana Global no Brasil


Entre os dias 12 e 18 de novembro milhares de atividades serão realizadas por todo o Brasil e em outros 120 países, para inspirar pessoas e explorar o potencial de empreendedores. É a semanas Global do Empreendedorismo, com grandes competições, discussões com especialistas, palestras inspiradoras, mobilização nas ruas e pequenos eventos de networking, envolverão empreendedores, estudantes, curiosos, entusiastas, mentores, empresários e investidores.
Este ano, o tema central “Por um Brasil mais Empreendedor!” tem por objetivo contemplar os gargalos que o Brasil enfrenta em rumo a um país efetivamente empreendedor. Segundo a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico, os seis fatores que devem ser desenvolvidos para atingirmos um ambiente propício para a formação de empreendedores são: acesso a capital, ambiente regulatório, capacitação, cultura, inovação e mercado.
Criada em 2008 com o apoio do ex-primeiro ministro britânico GordonBrown e outra lideranças mundiais, a Semana conta com mais 24.000 organizações parceiras e  7.000 atividades realizadas em todo o mundo. No Brasil, a Semana Global mobiliza mais de 1,7 milhão de pessoas a partir de uma rede de 540 parceiros por todo o país.
Para acessar a programação de todos os estados brasileiros e se inscrever, acesse o Portal da Semana.
Fonte: GIFE.

12 de nov. de 2012

Construção de Redes - XX

Quem faz e quem não faz o quê?
O objetivo desse momento é permitir que as instituições manifestem o que fazem com relação à uma Politica Pública e o que não fazem.

Por que se preocupar com “o que não fazem”?
É importante que a instituição tenha espaço para declarar ao grupo aquilo para o qual é muitas vezes demandada mas que não tem condições ou não é de sua atribuição. É fundamental deixar claro esses limites para que o grupo identifique demandas de atendimento
que muitas vezes não são encaminhadas ou respondidas por nenhum serviço, ou seja, ficam “descobertas”.
Essas informações são fundamentais para que o grupo se conheça melhor, e contribuem com elementos para formar o quadro de desafios da rede de serviços. Nesse e nos demais momentos, a pessoa ou o grupo que estiver facilitando o processo deve estimular o coletivo a desenvolver uma escuta ativa, salientando a importância de que as pessoas ouçam umas as outras.
Os desabafos fazem parte desses momentos e devem ser acolhidos e discutidos para que se identifiquem pistas para a definição de metas coletivas de enfrentamento de desafios e a superação de limitações.
É importante lembrar às pessoas que os desabafos são ponto de partida e não ponto final do trabalho, fazendo com que o grupo não sucumba a uma clima de queixas, impotência e desânimo.

Fonte: adaptação e transcrição da publicação Vem pra roda! Vem pra rede: Guia de apoio à construção de redes de serviços para o enfrentamento da violência contra a mulher / Denise Carreira, Valéria Pandjiarjian - São Paulo; Rede Mulher de Educação, 2003.

9 de nov. de 2012

Construção de Redes - XIX


Levantamento prévio de informações
O organismo ou grupo impulsionador da rede deve avaliar o melhor momento para isso, mas sugerimos a aplicação de um questionário, por meio de uma entrevista, junto às equipes das instituições, organizações, serviços e grupos participantes ou a solicitação do preenchimento desse questionário por representantes institucionais.
Além de propiciar informações à coordenação do processo sobre as atribuições, as ações desenvolvidas por essas instituições com relação Política Pública, as dificuldades, os desafios e as propostas referentes ao atendimento, o questionário também funciona como um exercício preparatório da instituição e do representante para entrar no clima dessa construção.
É interessante que as informações dos questionários sejam sistematizadas e apresentadas em momento adequado de reuniões, encontros ou oficinas para todos(as) os(as) participantes da rede.

Apresentação, expectativas e idéias sobre redes
Um primeiro encontro ou primeira parte de uma oficina com os representantes das instituições, dos serviços e dos movimentos pode conter uma dinâmica de apresentação e um momento que permita que as pessoas manifestem suas expectativas com relação ao processo.
Em seguida, é interessante que os participantes tragam “pra roda” suas idéias, seus sonhos e suas imagens sobre redes: o que surge na cabeça, quando se pensa na palavra “rede”? As respostas podem ser expressadas por meio de tarjetas, cartazes, desenhos individuais ou feitos em dupla para serem pregados em uma parede ou um quadro e discutidos coletivamente.

Fonte: adaptação e transcrição da publicação Vem pra roda! Vem pra rede: Guia de apoio à construção de redes de serviços para o enfrentamento da violência contra a mulher / Denise Carreira, Valéria Pandjiarjian - São Paulo; Rede Mulher de Educação, 2003.

8 de nov. de 2012

Construção de Redes - XVIII


Cirandas e espaços de encontros 
É hora de realizar aquela primeira reunião ou oficina que vai definir o caminho para a construção da rede de serviços.
Para que ela ocorra, além da convocatória formal,  fundamental para que o processo seja assumido como algo institucional, é importante também desenvolver uma comunicação mais pessoal com as/os representantes que atuarão diretamente no processo.
Nesse ponto vale um alerta: cuidado para que o processo não seja informal e assumido somente como algo das pessoas engajadas com a ideia  independente das instituições; ou ao contrário: que seja formal demais e que acabe se burocratizando, não mobilizando o compromisso, a garra e a criatividade das pessoas que fazem a instituição.

Fonte: adaptação e transcrição da publicação Vem pra roda! Vem pra rede: Guia de apoio à construção de redes de serviços para o enfrentamento da violência contra a mulher / Denise Carreira, Valéria Pandjiarjian - São Paulo; Rede Mulher de Educação, 2003.

7 de nov. de 2012

Construção de Redes - XVII


Preparando o meio de campo
Mesmo que já existam espaços de articulação entre instituições, organizações e grupos em seu município, a construção da rede exige o desenvolvimento de um processo de trabalho focado nesse objetivo. Esse processo deve ser contínuo e envolver diferentes momentos como oficinas, reuniões e seminários.

Lembre-se
Caso o investimento para a construção da rede de serviços se restrinja somente a uma oficina, um seminário ou a uma reunião, com certeza o trabalho não vai decolar. Poderá até sensibilizar as pessoas e as instituições para a importância de um trabalho em rede, mas o “fazer acontecer” exige um processo continuado, passo a passo, temperado com muita paciência e persistência.
Quem puxa o processo de construção da rede terá o importante papel de criar condições para que esse processo nasça, cresça e aconteça. Visitar as instituições e os grupos, sensibilizar os(as) dirigentes dessas organizações para a importância da iniciativa e identificar aquela pessoa na instituição que pode ser representante (e fazer a diferença no processo) são ações fundamentais.
É claro que é difícil indicar a pessoa que representará a outra instituição, mas às vezes há espaço para participar dessa decisão. Na medida do possível, é importante que a pessoa esteja legitimada pela instituição para representá-la nesse processo e tenha o mínimo de poder de decisão para pactuar com os demais os rumos do processo.
Com o objetivo de sensibilizar as instituições e valorizar a proposta, é fundamental dar projeção pública à ideia da rede de serviços. A realização de um seminário sobre o assunto, envolvendo as diversas instituições, organizações e movimentos da sociedade, além de autoridades; a divulgação ampla nos meios de comunicação locais sobre a importância da construção de redes e a proposta para concretizá-la no município e estado; o lançamento público da ideia em uma data comemorativa, são algumas dicas para colocar o processo em evidência.
Além de ganhar a opinião  pública, essas iniciativas podem contribuir para a maior sensibilização dos níveis dirigentes das instituições com relação à importância desse trabalho.
Muitas vezes nem todas as instituições que atuam com Políticas Públicas terão condições ou estarão sensibilizadas para participar da rede de serviços. Um dos caminhos é investir na maior sensibilização desses atores e na divulgação da proposta. Outras vezes, o jeito é começar com quem pode e está afim e depois ir envolvendo outras instituições e outros grupos.
Pode também ser uma boa opção priorizar um município ou região para mostrar o impacto de
um trabalho em rede. Essa avaliação dependerá muito do contexto e das condições locais.
Fonte: adaptação e transcrição da publicação Vem pra roda! Vem pra rede: Guia de apoio à construção de redes de serviços para o enfrentamento da violência contra a mulher / Denise Carreira, Valéria Pandjiarjian - São Paulo; Rede Mulher de Educação, 2003.

6 de nov. de 2012

Festival de Ideias 2012

Um Plataforma para unir ideias. Um Festival para torná-las reais.

Após o sucesso da edição de 2011, o Centro Ruth Cardoso lança o Festival de Ideias 2012. Em nova versão, o #festideias propõe uma nova maneira de organização, aprendizagem e inovação: em rede. 
Se desejar assista ao vídeo chamando para a participação no Festival de Ideias 2012, clicando aqui.
Formulado para fomentar soluções criativas frente aos problemas atuais da sociedade e para promover a inovação e o empreendedorismo, o FdI é uma rede de colaboração e troca de informações entre empreendedores, investidores e o público em geral.
Em 2012, o Festival aparece renovado: propõe novos temas, aposta na cocriação como modelo de aprendizagem, e estreia em uma nova plataforma - mais potente, social e integrada.

O foco agora é nas cocriações! A experiência do FdI 2011 nos mostrou que, seja online ou presencial, o mais importante é a troca e interação entre os diversos participantes. Dessa forma, com base nos comentários e feedbacks dos participantes e parceiros, esta nova edição se propõe como um processo, no qual as ideias serão continuamente melhoradas, remixadas e maturadas.
Para isso, o Centro Ruth Cardoso preparou uma agenda de cocriações presenciais em seu auditório, além de dois eventos nacionais de encontro, troca, interação e premiação das ideias selecionadas.

Outra novidade são os novos temas escolhidos para compor os desafios do FdI. Em sua primeira edição, o Festival destacou três grandes temas de interesse da sociedade: Violência, Mobilidade urbana e Catástrofes naturais. Em 2012, o FdI incorporou novos temas: Redes de Aprendizagem, Crowdbusiness, Voluntariado e APPs.

Totalmente reprogramada, a plataforma surge agora com muito mais funcionalidades e possibilidades. Com design arrojado e fácil navegação, você pode inscrever e editar uma ideia, formar grupos em torno dela, consultar e criar eventos, compartilhar, curtir, interagir!
Por meio da plataforma web, diversas reuniões de co-criação e de dois eventos presenciais, o FdI se torna, assim, um hub para compartilhamento e discussão de ideias.
As ideias inscritas na plataforma do Festival de Ideias circularão pela rede durante todo o ano, período no qual passarão por cocriações, colaborações em rede e aprimoramento. Qualquer usuário poderá editar a ideia, fazer comentários, sugerir melhorias e, se for o caso, se apropriar, modificar e republicar a ideia. Lembre-se: é bom ser copiado e uma ideia é sempre mais criativa quando partilhada e desenvolvida em rede. O que vale é a cocriação e o trabalho em rede!


Após esse momento de troca coletiva presencial e na web, algumas ideias serão selecionadas por um time de curadores e participarão das etapas presenciais em agosto e/ou novembro. Lá essas ideias receberão um investimento-semente para tirá-las do papel! Saiba mais em Premiação.

É importante ressaltar, que, além de um evento, o FdI2012 é um processo de cocriação e aprimoramento das ideias. Os projetos que participarem do Festival desde sua primeira etapa (abril a junho de 2012) terão mais chances de ser bem sucedidos e participar das etapas presenciais. Veja os critérios de exigibilidade em Regulamento.

Agora, programa-se!
Acompanhe nossa programação e atualizações pelo Blog e fique por dentro de toda a programação do FdI 2012. Ou interaja em nosso grupo no facebook.
O Festival de Ideias está abrindo um campo de criação, compareça nos dias 9 e 10 de novembro no Museu da Casa Brasileira.

5 de nov. de 2012

Construção de Redes - XVI


Quem pode fazer parte?
Para a construção de uma rede, o primeiro passo é identificar quais serviços, instituições, grupos e movimentos existentes na área de abrangência da Rede que atuam ou podem atuar no enfrentamento da Política Pública. ideia é, na medida do possível, sempre partir do que já existe, e não inventar a roda.
A atuação desses serviços, dessas instituições e desses grupos do Estado e da sociedade civil pode se dar: no atendimento de casos, no apoio complementar, identificação e encaminhamento de casos e na prevenção.
Essa visão abrangente das diferentes naturezas de atuação das organizações é fundamental para traçarmos estratégias mais efetivas de enfrentamento do problema. Mas é importante ter claro que a construção de uma rede de serviços deve ter como prioridade a articulação das instituições e dos serviços responsáveis pelo atendimento da Política Pública.

Atendimento: resgatando e fortalecendo vínculos
Deve fazer parte da concepção de atendimento da rede de serviços, o resgate e o fortalecimento das redes de relações primárias.

Fonte: adaptação e transcrição da publicação Vem pra roda! Vem pra rede: Guia de apoio à construção de redes de serviços para o enfrentamento da violência contra a mulher / Denise Carreira, Valéria Pandjiarjian - São Paulo; Rede Mulher de Educação, 2003.