23 de nov. de 2012

Convite 6ª Reunião


Estimados Participantes e Parceiros do Integra Redes (RIS), no dia 30 de Novembro, as 9h30, irá ocorrer a Sexta Reunião da iRede neste ano de 2012, no Senac Campinas. Nesta reunião iremos dar continuidade ao nosso planejamento para 2013.
  • Data: 30 de novembro de 2012
  • Hora: das 9:30 às 12:00 horas
  • Local: Senac Campinas
  • Rua Sacramento 490 - Centro Campinas/SP
  • Sala 214

Já estamos com Blog  e Face em funcionamento. Conheça também o Programa Rede Social do Senac São Paulo.
Venha e convide outras entidades que você conheça.

Sua participação é fundamental !
Aguardamos você.

22 de nov. de 2012

Construção de Redes - XXVI


Procedimentos, rotinas e instrumentos para o trabalho em rede
Os objetivos, as ações e os projetos conjuntos, que nascem do planejamento estratégico, constituem a base de um trabalho em rede. Para que a iniciativa se desenvolva e se consolide, muitas vezes são necessárias a revisão e a construção de novos procedimentos e rotinas inter e intra-instituições que facilitem o trabalho em rede.
A cultura e o modo de funcionamento predominante na gestão pública brasileira ainda estão referenciados na lógica setorial e desarticulada e na falta de cooperação efetiva entre níveis de governo (Municípios, Estados e União). Por isso, não são poucas as dificuldades e resistências para efetivar uma rede de serviços.
Como buscamos que a rede de serviço não se restrinja a ser somente um modo de operação entre as instituições, mas um modelo alternativo, democrático e criativo de gestão pública, comprometido com ações transformadoras da realidade social e com a oferta de serviços de qualidade para cidadãs e cidadãos, devemos definir procedimentos, rotinas e instrumentos que garantam melhores condições e ampliem a estabilidade do trabalho em rede, mas que não a engessem, a burocratizem ou limitem seu crescimento e sua flexibilidade.
Tudo isso ocorre no fio da navalha, mas é um desafio que vale a pena enfrentar.

Quais os procedimentos internos e entre as instituições da rede que contribuem para fazer acontecer as ações e os projetos definidos no planejamento estratégico? Que rotinas e normas das instituições precisam ser revistas? 
A busca de respostas para essas duas questões deve se constituir em um momento de discussão entre os integrantes da rede. De tempos em tempos, é importante avaliar e rever esses procedimentos e essas rotinas e verificar se eles estão dando conta do recado ou se é necessário aprimorá-los ou criar outros.
Por exemplo: o fluxo de comunicação entre as instituições, como criá-lo ou aprimorá-lo para dar conta de um trabalho em rede? Que tipos de informação são relevantes circular e que podem contribuir para o processo de tomada de decisões? Como circular? Quais são os melhores meios e veículos? Como se dá a alimentação desse fluxo? 

Gestão Compartilhada
Vamos abordar agora alguns instrumentos que poderão ser utilizados para efetivar a gestão compartilhada exigida pelos processos em rede.
  • Protocolos de atendimento: são documentos que definem orientações, procedimentos e condições para serviços de atendimento. Geralmente, os protocolos são utilizados como forma de garantir um determinado padrão de qualidade entre diferentes serviços e instituições que atuam no atendimento especializado ou vinculado a uma determinada questão, problemática, região, etc. 
  • Convênios e termos de parcerias: são instrumentos que formalizam relações de cooperação entre duas ou mais instituições, sejam elas, para a troca de informações e experiências, desenvolvimento de ações ou projetos conjuntos, assessoria técnica, entre outras. Na construção de uma rede de serviços, os convênios e termos de parcerias podem ser utilizados para formalizar compromissos e responsabilidades e dar legitimidade institucional a algumas ações, projetos e programas realizados entre duas ou mais instituições e serviços da rede. Deve-se ter cuidado para que não engessem as possibilidades de parceria e do trabalho conjunto entre as organizações.
  • Consórcios intermunicipais: referendados em legislação, os consórcios constituem instrumentos operacionais que viabilizam a cooperação entre dois ou mais municípios limítrofes para o desenvolvimento de obras, serviços e ações de interesse comum. Além de buscar a soma de esforços, a maior racionalidade e o melhor aproveitamento do uso dos recursos públicos, os consórcios têm por base o respeito à autonomia dos municípios envolvidos. Além dos convênios, os consórcios podem ser uma boa alternativa de formalização de relações de cooperação entre pequenos e médios municípios para o desenvolvimento de redes de serviço. Entre outras ações que nasçam de um planejamento conjunto, estão a construção, a manutenção e o uso de equipamentos comuns ; o desenvolvimento de programa de formação continuada; o diagnóstico regional do problema, etc.

Fonte: adaptação e transcrição da publicação Vem pra roda! Vem pra rede: Guia de apoio à construção de redes de serviços para o enfrentamento da violência contra a mulher / Denise Carreira, Valéria Pandjiarjian - São Paulo; Rede Mulher de Educação, 2003.

21 de nov. de 2012

Construção de Redes - XXV

Ampliando competências e mudando mentalidades

Aprender a aprender
Muita gente pensa que, se estudou uma época, se formou, não precisa mais estudar. Mas, hoje em dia, com os desafios que se colocam em uma realidade cada vez mais complexa e multifacetada, a vida deve ser um aprender constante. E para isso é fundamental ter humildade e curiosidade.
Os processos de formação continuada de profissionais em serviço procuram responder às necessidades cotidianas.
A rede pode ter como uma das metas investir em um programa de formação conjunta de seus integrantes e/ou apoiar programas que respondam a demandas específicas.

Sensibilização de todos os níveis: dirigentes, técnicos(as) de planejamento ao pessoal de atendimento
Não adianta somente investir no pessoal da ponta, que realiza o atendimento. O desenvolvimento de uma rede depende da compreensão e do compromisso efetivo que os dirigentes e os níveis intermediários das instituições tenham com a proposta. Desenvolver encontros, seminários, reuniões e conversas, apresentar resultados de pesquisas podem ser formas de construir compromissos efetivos com a questão.

Capacitação
Do pessoal da ponta aos dirigentes, os processos de formação podem abordar diferentes questões envolvidas no atendimento e no desenvolvimento do trabalho em rede. Uma delas é a própria problemática tratata pela Política Pública específica. 
As questões práticas vinculadas ao aprimoramento do atendimento colocam diversos desafios para o profissional das diferentes áreas e instituições e pode ser objeto de cursos, oficinas específicas, seminários, grupos de estudo e muito mais.
O trabalho em rede também deve figurar como uma das questões que exigem formação. É importante ter claro que os intercâmbios com outros lugares também constituem uma oportunidade de formação.

Fonte: adaptação e transcrição da publicação Vem pra roda! Vem pra rede: Guia de apoio à construção de redes de serviços para o enfrentamento da violência contra a mulher / Denise Carreira, Valéria Pandjiarjian - São Paulo; Rede Mulher de Educação, 2003.

20 de nov. de 2012

Seleção de Projetos 2012


A BrazilFoundation promove, pelo décimo primeiro ano consecutivo, sua Seleção Anual de Projetos.
A Fundação investe em pequenas e médias organizações da sociedade civil sem fins lucrativos, alinhada com sua missão de apoiar programas que contribuam para transformar a realidade social do Brasil.
Convidamos organizações a apresentarem suas propostas, durante o período de 18 de outubro a 30 de novembro de 2012, de acordo com as normas estabelecidas no Edital, que você pode acessar clicando aqui.

Poderão participar
Organizações da sociedade civil, não-governamentais, de direito privado e sem fins lucrativos, políticos ou religiosos.

Linhas de Apoio
Poderão ser apoiadas organizações cujos projetos e programas atuem nas seguintes áreas e linhas temáticas:

Para projetos com duração de UM ANO
  • Educação
  • Saúde
  • Direitos Humanos
  • Desenvolvimento Socioeconômico
  • Cultura
Para projetos com duração de DOIS ANOS
  • Primeira Infância
Mais informações consulte o portal de seleção de projetos para o ano de 2012.
Se desejar poderá assistir os vídeos de apresentação dos projetos anteriores, clique aqui.

Consciência Negra


Hoje, 20 de novembro, foi declarado como o Dia Nacional da Consciência Negra por meio da Lei Federal nº 10.639, de 9 de janeiro de 2003. A data é um convite à reflexão sobre a cultura e a história do negro no Brasil. Conforme Benedito José Paulino, coordenador da Coordenadoria Especial da Igualdade Racial (Cepir), vinculada à Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência e Inclusão Social de Campinas (SMCAIS), para a comunidade afrodescendente essa data é mais emblemática do que o dia 13 de maio de 1888 - em que foi sancionada a Lei Áurea, que extinguiu
a escravidão no País.

A comunidade afrodescendente está em festa hoje, quando celebra o Dia da Consciência Negra.Uma série de atividades culturais organizadas por instituições civis marca a data ao longo de todo este mês. Para representantes do movimento, este feriado é um convite à reflexão sobre a cultura e a história do negro no Brasil. Campinas e seis cidades da região instituíram oficialmente a celebração.
  • A programação da Cepir segue até o dia 2 de dezembro, mais informações no site da Prefeitura
  • A agenda das atividades da Casa de Cultura Afro Fazenda Roseira segue até o dia 2 de dezembro e pode ser consultada no blog.
  • Até o dia 29 de novembro, a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) sedia o
  • evento “O mês da consciência negra: quem tem cor age” promovido pelo Espaço Cultural Casa do Lago (PREAC) e com sessões diárias de cinema referente à temática. Mais informações no site.

Fonte: reportagem publicada no Correio Popular de 20/11/2012.

19 de nov. de 2012

Construção de Redes - XXIV


Eixos estratégicos de ação
As estratégias são os caminhos que tomamos para chegar aos objetivos. A seguir abordaremos alguns eixos estratégicos que devem fazer parte do plano de metas da redes de serviços.

Informação para navegar
  • Compartilhando – Muitas das instituições, organizações e grupos que fazem parte da rede possuem informações fundamentais quanto à Política Pública em foco. A identificação, a disponibilização, o compartilhamento e o tratamento dessas informações possibilitam que se conheça melhor a problemática no local ou na região.
  • Diagnóstico – Fazer um diagnóstico conjunto da questão, inclusive envolvendo outras instituições de pesquisa, é um passo fundamental para a construção de uma estratégia mais efetiva que dê conta dos problemas em questão. O diagnóstico pode levantar também as possibilidades, os recursos existentes na comunidade e os desafios institucionais que existem no município. Há vários tipos de diagnóstico. Informação é fundamental para que se avance na qualidade.
  • Universidade – Além das instituições governamentais e de organizações não-governamentais que participam da rede, muitas universidades pelo país possuem estudos importantes sobre as mais diversas Politicas Públicas que vale a pena conhecer e utilizar nas discussões do grupo. Se não existe nenhum estudo na região sobre uma determinada Política Pública, por que não propor a uma universidade de sua cidade que desenvolva um pesquisa importante para o trabalho da rede?
  • Antenado com o Mundo – Conhecer experiências desenvolvidas em outros lugares do Brasil, participar de redes regionais e nacionais de troca de aprendizagens e acúmulos sobre o tema, conhecer publicações e sites alimentam a criatividade, a capacidade e a força da equipe. Compartilhar a própria experiência com outros também possibilita enxergar com outros olhos nossa atuação cotidiana.


Fonte: adaptação e transcrição da publicação Vem pra roda! Vem pra rede: Guia de apoio à construção de redes de serviços para o enfrentamento da violência contra a mulher / Denise Carreira, Valéria Pandjiarjian - São Paulo; Rede Mulher de Educação, 2003.