5 de out. de 2012

Construção de Redes - VIII


Para reter nas mãos
  • Existem diferentes tipos de rede no mundo.
  • A rede também é uma forma de reunir pessoas, grupos e instituições.
  • É necessário costurar o fortalecimento das redes de relações cotidianas à construção de uma rede de serviços que articule a atuação das diversas instituições, organizações e grupos que realizam atendimento, prevenção, apoio e pesquisa.
  • A rede de serviços não brota sozinha: ela exige vontade, compromisso e estratégias para acontecer.
  • A articulação dos trabalhos é fundamental para a melhoria da qualidade do atendimento e para a maior efetividade das políticas, dos programas e serviços que atuam no enfrentamento dessa problemática.

Fonte: adaptação e transcrição da publicação Vem pra roda! Vem pra rede: Guia de apoio à construção de redes de serviços para o enfrentamento daviolência contra a mulher / Denise Carreira, Valéria Pandjiarjian - São Paulo; Rede Mulher de Educação, 2003.

4 de out. de 2012

Construção de Redes - VII



Mudando corações e mentes
Em grande parte, a maioria das instituições da sociedade se estrutura de forma piramidal. Em grande parte, fomos educados para viver e atuar em estruturas piramidais. Por isso, um trabalho em rede que reconheça a diversidade, democratize o poder e promova uma atuação descentralizada e articulada constitui um grande desafio para as instituições (públicas e privadas) e para as pessoas que nela atuam.
As redes mexem com formas instituídas de poder, por isso muitas geram conflitos e fazem parte de um novo jeito de enxergar e atuar na realidade social, propondo uma mudança de paradigma.

E o que é um paradigma?
O paradigma dá a base do jeito como encaramos, compreendemos e atuamos no mundo. Segundo Edgar Morin, o paradigma pode elucidar e revelar, como também ocultar e cegar. Dessa forma, as pessoas conhecem, pensam e agem conforme paradigmas inscritos culturalmente. O paradigma predominante em nossa sociedade é o paradigma cartesiano que compartimenta o conhecimento, estabelece relações hierarquizadas e dissocia sujeito e objeto, natureza e humanidade, qualidade e quantidade, alma e corpo, masculino e feminino, finalidade e causalidade, sentimento e razão, entre outros.
Desenvolver trabalhos em redes faz parte desse outro jeito de ser no mundo.

Para que uma rede decole é necessário
  • Sentido: a construção de uma rede e a participação nela devem ter um sentido claro e cristalino na vida daqueles e daquelas que a constituem ou que pretendem constituí-la. Como as redes são estruturas dinâmicas e flexíveis, que exigem uma postura ativa dos indivíduos, não podem ser fruto de imposições burocráticas;
  • Objetivos: como já dissemos, é importante definir os objetivos comuns que vão animar a construção dessa relação conjunta. Por que estamos juntos? O que buscamos? Pra que vamos tocar essa rede? As respostas às tais questões necessitam ser precisas e pactuadas, mesmo que com o tempo tais respostas mudem conforme o contexto, o surgimento e a transformação dos desafios;
  • Valores e posturas: para funcionar, as redes exigem uma cultura renovada de fazer organização, o compromisso não só no discurso, mas na prática cotidiana, com valores e posturas que favoreçam a transparência, a cooperação, a negociação e o enfrentamento assertivo de conflitos, o trabalho articulado e a potencialização da diversidade. Além das regras, pactos coletivos referentes a modos de funcionamento e espaços de decisão, exigem também, por parte dos indivíduos, uma postura aberta a aprender, a trocar, a negociar;
  • Comunicação: a comunicação é vital para o funcionamento de uma rede. Comunicação que possibilite a transparência, a circulação de informações estratégicas, a visibilização de esforços, o compartilhamento de aprendizagens, a construção de identidades coletivas, a mobilização social e o desenvolvimento de sentimentos de pertença e confiança. Além de se constituir em uma estratégia com políticas e ações e estar presente nos pactos e no modo de funcionamento, a comunicação deve ser promovida como postura dos indivíduos. Por medo de perder ou compartilhar o poder, por insegurança, por formação, desorganização, sobrecarga, falta de procedimentos institucionais adequados, orientação de nossas instituições ou por outros diversos motivos, muitos de nós agarramos e “sentamos em cima” de informações fundamentais para o funcionamento de um trabalho em rede. Como podemos fazer fluir essa informação?
  • Funcionamento: conforme os desafios e objetivos de uma rede, é necessário criar e definir regras de funcionamento. As regras, os pactos, as normas não devem burocratizar o funcionamento, mas facilitar e potencializar o trabalho em rede. Há redes que possuem animadores(as), coordenadores(as), facilitadores(as) ou outros grupos e instâncias responsáveis por determinadas funções. A maior ou menor complexidade desses arranjos depende da abrangência e dos objetivos. É importante que todos e todas integrantes conheçam e na medida do possível participem dos pactos e da legitimação do modo de funcionamento.


Fonte: adaptação e transcrição da publicação Vem pra roda! Vem pra rede!: Guia de apoio à construção de redes de serviços para o enfrentamento daviolência contra a mulher / Denise Carreira, Valéria Pandjiarjian - São Paulo; Rede Mulher de Educação, 2003.

3 de out. de 2012

Conferência Rio +20


A InterfacEHS, Revista de Saúde, Meio Ambiente e Sustentabilidade da Diretoria de Graduação do Centro Universitário Senac, acaba de apresentar a sua mais nova publicação.
Esta edição destaca reflexões de estudiosos sobre a Conferência Rio+20. A revista traz um dossiê temático sobre a conferência, com artigos de grande relevância para a comunidade científica e para a sociedade brasileira.
O dossiê conta com colaborações importantes de Décio Michellis, membro do Conselho Superior de Meio Ambiente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), da Dra. Flavia Witkowski Frangetto consultora da United Nations Foundation e da Organização das Nações Unidas (ONU) e do Dr. Fernando Rei, diretor científico da Sociedade Brasileira de Direito Internacional do Meio Ambiente (SBDIMA).
Para completar a série de textos, Renato Arnaldo Tagnin, professor e pesquisador do Centro Universitário Senac, apresenta informações e reflexões sobre a cúpula dos povos na Rio+20 e suas demandas e propostas.
Os debates publicados nessa edição fomentam ações em busca do desenvolvimento sustentável propostos nesse grande evento e reforçam a necessidade de continuidade e de ampla participação pública na tomada de decisões.
Fonte: Deny, do Senac Campinas.

Informações iRedes


As informações sobre a Rede Social Campinas já estão postadas no Portal do Senac. Quem quiser conferir é só clicar aqui.
Quanto ao nosso novo Logo os alunos de Pós Graduação já estão elaborando, assim que as opções ficarem prontas levamos para o grupo aprovar.
Fonte: Deny (Senac Campinas)



Construção de Redes - VI


O que faz uma rede acontecer?

Uma rede nasce dos objetivos comuns de um grupo de pessoas, coletivos e instituições.
Essas pessoas, coletivos e instituições geralmente possuem visões, papéis e desafios diferentes, ou seja, são heterogêneos, mas se juntam em torno de um conjunto de objetivos.
Isso quer dizer que fazer parte de uma rede não significa que todo mundo deva concordar com tudo, negar as diferenças, pensar igual. Ao contrário, uma das grandes forças das redes é juntar e potencializar a força da diversidade.
As redes constituem um exercício coletivo de identificar objetivos comuns que alimentam e dão sentido à união. 
O funcionamento da rede depende do desenvolvimento da cooperação, da confiança, da solidariedade, da transparência e da co-responsabilidade. A rede pressupõe participação consciente dos seus(suas) integrantes, pois todos têm o desafio de “arregaçar as mangas” e ser sujeito dessa construção. Aquelas redes que nascem da manipulação ou são impostas sem que seus integrantes assumam a co-responsabilidade pela sua construção dificilmente sobrevivem e ganham raízes.
Nas redes há uma maior distribuição de poder e todos têm poder de decisão. Isso não significa que todo mundo faz tudo e atira para todo lado. 
Conforme os objetivos e a complexidade dos desafios, podem ser definidas e legitimadas funções, que são exercidas por um(a) ou mais integrantes, sejam eles(elas) pessoas, grupos ou instituições.
O reconhecimento da importância de cada integrante anda de mãos dadas com a circulação da informação: informação é poder.
Se nas pirâmides a concentração de poder é proporcional à concentração de informação nas redes a informação tem de circular, ela é o sangue que alimenta e faz com que tudo flua, cresça e apareça.

Rede: “uma malha de múltiplos fios, que pode se espalhar indefinidamente para todos os lados, sem que nenhum dos seus nós possa ser considerado principal ou central, nem representante dos demais. Não há um “chefe”, o que há é uma vontade coletiva de realizar determinado objetivo” (Francisco Whitaker).

Fonte: adaptação e transcrição da publicação Vem pra roda! Vem pra rede!: Guia de apoio à construção de redes de serviços para o enfrentamento daviolência contra a mulher / Denise Carreira, Valéria Pandjiarjian - São Paulo; Rede Mulher de Educação, 2003.

2 de out. de 2012

Construção de Redes - V


Tipos de redes
Como organização social, existem no mundo diferentes tipos de redes, que articulam organizações, grupos e/ou pessoas sem vínculos institucionais. As redes podem ser:
  • Temáticas: aquelas que juntam gente para atuar/trocar sobre uma determinada questão/foco temático. Alguns exemplos brasileiros: Rede Feminista Saúde e Direitos Reprodutivos, Rede de Humanização do Parto, Rede de Socioeconomia Solidária, Rede Brasileira de Educação Ambiental, entre outras; 
  • Geográficas: reúnem grupos, pessoas ou instituições que atuam em um mesmo território (local, regional ou nacional). Por exemplo, o Grupo de Trabalho da Amazônia, o Movimento das Mulheres da Região do Semi-árido Nordestino.
  • De mesma natureza institucional: juntam instituições de uma mesma natureza: cooperativas, associações, organizações não-governamentais, fundações empresariais. Exemplo: a rede Gife (Grupo de Institutos, Fundações e Empresas), a rede Abong (Associação Brasileira de Organizações não-Governamentais);
  • Permanentes ou temporárias: têm redes que nascem para responder a uma determinada conjuntura, já outras pretendem ser espaços permanentes de atuação. Há redes que surgem com a perspectiva de serem permanentes e que depois – por diversos motivos – acabam ou mudam de foco;
  • Informais e formais: há redes informais de que as pessoas, os grupos e as instituições participam e que alimentam a rede mobilizadas pelo foco temático ou regional da articulação. Geralmente, as redes de intercâmbio e informação são informais.

Outras redes optam por algum nível ou tipo de formalização, muitas vezes construída e pactuada entre seus integrantes. Essa formalização pode prever divisão de atribuições, modo de funcionamento, regras de deliberação, entre outros aspectos. Redes que buscam influenciar políticas públicas, executar projetos comuns ou articular serviços geralmente apresentam algum tipo de formalização.

Fonte: adaptação e transcrição da publicação Vem pra roda! Vem pra rede!: Guia de apoio à construção de redes de serviços para o enfrentamento daviolência contra a mulher / Denise Carreira, Valéria Pandjiarjian - São Paulo; Rede Mulher de Educação, 2003.

1 de out. de 2012

Planejamento Estratégico - II


 
O Grupo de Trabalho de Planejamento Estratégico esteve reunido, no ultimo dia vinte e oito,  e depois de muitas conversas e sugestões propôs a seguinte metodologia para iniciarmos o Planejamento da Rede.
Na próxima reunião da iRedes que irá ocorrer no dia 24 de outubro, na Entidade Padre Haroldo, a partir das 14h00, teremos as seguinte atividades:

Rodadas de reflexões
  1. Sobre a conjuntura externa (análise política e socioeconômica de Campinas e região e das entidades que atuam neste espaço)
  2. Sobre o cenário interno (O perfil das entidades que compõe a Rede)
Utilizar como instrumento para analise o método FOFA, ou seja, verificar os pontos de Força, de Oportunidades, de Fraquezas e de Ameaças. Alguém resumirá as considerações apresentadas e fará a leitura para que o grupo aprove os pontos destacados.

Objetivos, Missão e Valores
Nos objetivos e Valores cada participante da Rede poderá escrever quais seriam para ele os principais objetivos e valores da Rede. Ao final tudo será sistematizado.

Por fim a missão da Rede
Reunir-se em grupos de até quatro pessoas que formulariam a missão da Rede. Todos os grupos leem a sua formulação e ao final sintetizamos. 

O objetivo deste primeiro dia de trabalho é apenas formular quais são os objetivos os valores e a missão da Rede.

Fonte: Deny, do Senac Campinas.